Nos braços do Poeta
Nos braços de um poeta
(Máh Ah Martins)
Dor... tanta solidão...
Em meio a tantos que passam,
quem me olha?
Quem realmente pousa os olhos em mim?
Nas minhas pernas machucadas?
Na sujeira do meu corpo?
Minhas roupas rôtas!
Nem família eu tenho para olhar por mim...
Ah, poeta, você que conhecia a alma humana como ninguem,
peço licença para chorar minhas lágrimas em teus braços...
"Vai é deixar o efeito do alcóol se diluir!"
"Vai é esperar o efeito do crack passar!"
"Deve ser algum vagabundo!"
"É um ladrão, cuidado!"
Não! Eu só tenho a minha miséria, poeta maior!
Eu só tenho fome e frio!
E eu estou cansado...
Só preciso chorar!
Agradeço seus braços aconchegantes!
Obrigado...
Não é desrespeito pelo senhor, poeta...
Não é desrespeito pelo artista que te fez assim...
É apenas sentir que cheguei ao fim...
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